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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Glutamato monossódico


Outro dia, almoçando, reparei que a embalagem daquele arroz em saquinho estava escrito: não contém sal. "Que ótimo" pensariam as pessoas após ler isso. "posso acrescentar sal, e também é bom para minha saúde, pois não interfere na minha pressão!". Não satisfeita com o que estava lendo naquele rótulo (como sempre), observei os ingredientes. Que interessante, um deles é glutamato monossódico.

 "Gluta o quê?". Algumas pessoas nunca ouviram falar, outras talvez lembrem que glutamato monossodico (GMS) é um velho conhecido tempero pronto. Essa substância é um realçador de sabor, um tempero prático e fácil de usar. Certo? Sim, mas qual o preço da praticidade? Sua saúde e a de sua família. Como?

Essa "magnífica" invenção de laboratório tem sérios efeitos maléficos ao entrar no seu organismo e no consumo a longo prazo: pode provocar arritmia cardíaca, obesidade, dor de cabeça, depressão, entre outros. O GMS é também gerador de radicais livres, aqueles que nos envelhecem, muito falados por aí. Pois é. Existem estudos sobre ratos que foram injetados com GMS e sofreram sérios danos, dentre eles problemas no sistema nervoso e aumento de frequência cardíaca. Outro estudo também com ratos demostrou que a injeção de doses do GMS desde o nascimento causou deficiência de crescimento,  comparando-se ao grupo que não tomou as injeções. Os efeitos do glutamato ainda estão sendo estudados e cada pesquisa esclarece um pouco mais, aumentando a certeza de que esse é um produto ruim para a saúde.
Esse composto pode ser encontrado em alimentos como produtos congelados, temperos prontos, sopas e papinhas, biscoitos, etc.

Voltando para o arroz em saquinho, essa falha (ou malandragem do fabricante) em dizer que seu produto não tem sal é perigosa para quem se preocupa com o sódio ingerido por dia, pois dizer isso confunde consumidores que pensam comer algo sem sódio. O GMS tem sódio, o nome já diz: monossódico. Logo, para os hipertensos, não conter sal é pura ilusão. O consumidor acaba tendo que colocar sal para dar mais sabor ao arroz e fazendo isso aumenta ainda mais a quantidade de sódio daquele alimento.
Além do problema do sódio e do glutamato em si, existem outros produtos que também são prejudiciais, pois contêm o glutamato. Alguns deles são: ácido glutâmico, caseinato de cálcio ou de sódio, extrato de levedura.

Mas qual o objetivo de falar tão mal do arroz em saquinho? Porque foi por ele que surgiu a ideia desse tópico. O problema dele é o conteúdo da informação. Não posso afirmar que todas as marcas são assim, pois não tive como comparar, mas serviu de base para novamente escrever sobre a importância de ler os rótulos com cuidado para não cair nas "armadilhas" dos fabricantes. E alertar para o perigo do glutamato monossódico.

Alguns leitores podem pensar: "mas esse blog só detona os produtos industriais, nos dias de hoje é possível conseguir comer só o que é realmente saudável?". É realmente bem difícil  Mas dá para pelo menos de vez em quando tentar escolher o "menos pior", ou resolver um dia mudar a receita (já que falei de arroz...) e fazer arroz com um pouco de sal e escolher alguns desses temperos, de acordo com o seu gosto: salsa, manjericão, orégano, cebola, alho, ervas finas misturadas (fresco é melhor e mais saboroso, mas desidratado é mais prático), cenoura em cubinhos (o arroz pega um pouco da cor da cenoura). Coloque o que escolheu no início, para cozinhar junto com o arroz. E mais: experimente não colocar óleo e nem refogar nada. O gosto fica igual? Não, mas nada como inovar de vez em quando (e às vezes fazer um pouco de sacrifício) em benefício próprio e das pessoas que comem o mesmo que você! Resumindo, que tal além de variar os alimentos, variar também a forma de preparo e o tempero? E sempre de olho nos rótulos. Boas compras!

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